Depressões fechadas: dolinas na Formação Barreiras?

Autores

  • Fábio Carvalho Nunes Instituto Federal Baiano (IF BAIANO) https://orcid.org/0000-0002-5954-397X
  • Geraldo da Silva Vilas Boas Departamento de Sedimentologia, Universidade Federal da Bahia
  • Cláudia Csekö Nolasco de Carvalho Universidade do Estado de Alagoas, Departamento de Biologia, Santana do Ipanema, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2807-2829
  • Francisco Ferreira Fortunato In Memorian (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

DOI:

https://doi.org/10.20502/rbgeomorfologia.v24i4.2044

Palavras-chave:

Depressões fechadas, Feição cárstica, Formação Barreiras

Resumo

O processo de carstificação não está apenas associado a rochas calcáreas, podendo ser observado em diferentes litologias, como em rochas ultrabásicas, básicas e félsicas. Contudo, quando feições similares ao carste são desenvolvidas sobre rochas silicosas da Formação Barreiras são comumente denominadas de depressões fechadas. Depressões fechadas desenvolvidas sobre litofácies da Formação Barreiras e sedimentos correlacionáveis são observadas praticamente ao longo de todo o litoral brasileiro e no interior do país, podendo representar um exemplo de feição cárstica não carbonática de grande extensão territorial. Por isso, no Litoral Norte do estado da Bahia foram feitos estudos para entender os processos de formação das depressões fechadas, seus condicionantes climáticos, geológicos e pedológicos. Foram realizados levantamentos geológicos, geomorfológicos e pedológicos, através de fotointerpretação, análise de cortes de estradas, afloramentos, perfis de solos e tradagens, escolhendo-se uma topossequência para estudos mais detalhados. Na topossequência foram confeccionados perfis de solos, realizadas descrições morfológicas e coletadas amostras para datação da matéria orgânica, além disso, utilizou-se a técnica geofísica da eletrorresistividade para melhor entendimento da espacialização dos domínios geológico-geomorfológicos e efeitos da tectônica na pedogênese, na conformação e evolução da paisagem. Os dados mostram que as depressões fechadas possuem sua gênese associada a cruzamentos de lineamentos estruturais e evoluíram em clima úmido devido a instalação e desenvolvimento de processos de podzolização, acentuando a dissolução de minerais dos horizontes superficiais dos solos. A formação das depressões fechadas é similar à gênese das dolinas de dissolução, por isso sugere-se que devem ser consideradas como feições cársticas.

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Biografia do Autor

Fábio Carvalho Nunes, Instituto Federal Baiano (IF BAIANO)

Licenciado em Geografia, Mestre em Geoquímica e Meio Ambiente, Doutor em Geologia Costeira e Sedimentar. Professor e pesquisador do Instituto Federal Baiano, atuando na formação de professores e pesquisando na área de Pedologia, Geomorfologia, Contaminação e Recuperação de Áreas Degradadas

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Publicado

26-10-2023

Como Citar

Nunes, F. C., Vilas Boas, G. da S., Carvalho, C. C. N. de ., & Fortunato, F. F. (2023). Depressões fechadas: dolinas na Formação Barreiras?. Revista Brasileira De Geomorfologia, 24(4). https://doi.org/10.20502/rbgeomorfologia.v24i4.2044

Edição

Seção

Artigos